179 Anos: Parabéns, Vitória da Conquista!

Por Coriolano Moraes – Vereador

Do Arraial da Conquista a Joia do Sertão Baiano, um município pujante que se transformou num polo regional em educação, saúde e agropecuária. Com comércio forte e economia diversificada, atrai investimentos para vários setores. Uma cidade acolhedora, construída a muitas mãos.

O território onde hoje está localizado o município de Vitória da Conquista foi habitado pelos povos indígenas Mongoyó ou Kamakan, Ymboré e Pataxó.
A ocupação do Sertão iniciada em 1752, com o objetivo de integrá-lo a região litorânea, teve como mestre-de-campo João da Silva Guimarães, que liderou a Bandeira. A origem das primeiras moradias estão relacionadas à busca de ouro e ao interesse da metrópole portuguesa em criar um núcleo urbano entre a região litorânea e o interior do Sertão, uma hinterlândia (do alemão hinterland), influenciada pela coroa portuguesa, portanto, dentro de um contexto do ciclo de colonização dos fins do século XVIII.

O Arraial da Conquista foi fundado em 1783 pelo português João Gonçalves da Costa, dentro do propósito da conquista das terras ao oeste da costa da Bahia. Através da Lei Provincial N.º 124, de 19 de maio de 1840, o Arraial da Conquista foi elevado a Vila e Freguesia, passando a se denominar Imperial Vila da Vitória, com território desmembrado do município de Caetité, tendo sua instalação em 9 de novembro do mesmo ano. Em 1º de Julho de 1891, a Imperial Vila da Vitória, passou à categoria de cidade, recebendo, o nome de Conquista. A partir de dezembro de 1943, através da Lei Estadual N.º 141, o nome do Município é modificado para Vitória da Conquista.

A população de Vitória da Conquista é composta por 338.480 habitantes segundo o IBGE/2019. Em função de sua privilegiada localização geográfica, com a abertura da estrada Rio-Ba, mais conhecida como BR 116, e da estrada Ilhéus-Lapa, o município se integrou à outras regiões do estado e ao restante do país; e logo passou a ser polo regional para uma centena de municípios do centro-sul da Bahia e norte de Minas.

A educação se transformou em um dos vetores de desenvolvimento do município desde a abertura do Ginásio Padre Palmeira com a preparação dos professores e as construções da Escola Normal e o Centro Integrado Navarro de Brito, além das primeiras escolas privadas
criadas no Município.

A abertura da Faculdade de Formação de Professores, em 1969, possibilitou a criação a partir da década de 1990, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, nas décadas seguintes surgiram novas instituições de nível superior: UFBA e IFBA – públicas, FAINOR, FTC, FASA, UNINASSAU, entre outras, – privadas. O ensino superior ajudou a alavancar de vez o setor imobiliário, a rede de transporte, o comércio local com toda rede de serviços.

No setor de saúde, antigos hospitais foram especializando seus atendimentos, novas clínicas foram construídas. Na rede Municipal de Saúde foi universalizado o atendimento, tornando-se referência a partir de 1997 em todo o País. Esses investimentos criaram condições para que toda a região pudesse se servir de atendimento médico-hospitalar compatível com o oferecido em grandes cidades. Hoje a nossa cidade possui serviços de excelência em atendimento em saúde.

Até a década de 1940, a base econômica do município se fundava na pecuária extensiva. A partir de 1970, a cultura agrícola foi financiada com subsídios feito pelos bancos oficiais do Governo Federal, passando a região a ser a maior produtora do norte e nordeste do Brasil, se destacando no cultivo do café. Com a criação do Centro Industrial dos Ymborés a economia foi se diversificando, nos anos 1990, os setores de cerâmica, mármore, óleo vegetal, produtos de limpeza, calçados e estofados entram em plena expansão. Novos plantios foram implementados como os de eucalipto, destinado à produção de carvão para a
indústria siderúrgica do norte de Minas Gerais.

Existem empreendedores por todo o município que geram trabalho e renda, a exemplo dos pequenos produtores de alimentos, destacando a grande produção de biscoitos, como também, de doces e fabricação de cofres de segurança, velas, embalagens, móveis e confecções.

A rede hoteleira e da construção civil, comerciantes atacadistas e profissionais liberais formam segmentos que, junto com a educação, a saúde e a cultura fizeram a economia do município acelerar.

Na cultura, Vitória da Conquista é destaque no cinema, no teatro, na música, na produção de cordéis, na serigrafia, no artesanato e na realização de eventos que atrai artistas nacional e internacional.

Com diversos pontos turísticos a exemplo do cristo de Mário Cravo e da praça Tancredo Neves, a cidade oferece diversas atrações a partir de eventos como o São João da cidade, o Festival de Inverno, entre outros, e de uma vasta rede de hotéis, restaurantes e bares que através de uma culinária própria, um clima agradável e de um povo hospitaleiro atrai turistas de todas as partes do Brasil.

No esporte são vários os equipamentos esportivos como o Estádio Lomanto Júnior, o ginásio de esportes Raul Ferraz, o Estádio Edvaldo Flores, a praça CEU,s. Muitas atividades de esporte e lazer ocorrem no município, com corridas de kart, ciclismo, atletismo, entre outras. Vitória da Conquista se transformou na Joia do Sertão Baiano, um polo variado de serviços que atrai pessoas de outros municípios que contribuem de forma decisiva na expansão do comércio, dos serviços e da indústria local, tornando-se a sexta economia do interior baiano.

No dia nove de novembro, dia de comemorar os 179 anos da nossa terra, tenho muito orgulho de viver em Vitória da Conquista e representar a população desse município, que sempre me acolheu com tanto carinho. Seguirei trabalhando pelo desenvolvimento da nossa cidade, e para levar mais qualidade de vida para cada morador da zona urbana e rural.

O meu desejo é que Vitória da Conquista continue sendo esse lugar acolhedor, para todos que aqui nasceram, como também, para os que a escolheram como cidade do coração.

Parabéns Vitória da Conquista!



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